Wander Wildner

Dia 01/04 – 19h30 às 20h

Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock gaúcho desde que era cantor dos Replicantes – de hits como “Surfista Calhorda”, “Nicotina” e “Festa Punk”-, nos anos 80, Wander Wildner iniciou em 1995 uma sólida carreira solo, tendo dois de seus discos produzidos pelo lendário Tom Capone. É um eterno mutante, mas todo dia faz tudo sempre igual. Só que ele consegue fazer tudo sempre diferente.

Agora em abril Wander lança seu nono disco solo, Wanclub, com regravações dos sucessos de sua carreira desde os Replicantes. Neste Wanclub, por exemplo, o mais universal dos roqueiros gaúchos e um dos músicos independentes brasileiros que melhor compreendeu como se mover nos novos tempos, regravou as músicas mais pedidas do meu repertório. Só que Wander concedeu às canções de sempre, escolhidas pelos fãs em proposta de crowdfunding, um caráter de ineditismo que só os artistas mais ousados conseguiriam – e a ousadia é uma de suas marcas, tanto quanto a crença no punk rock como música e como filosofia de vida (ninguém é tão do it yourself quanto ele), o romantismo visceral, a busca pelas referências, a reverência aos mestres, a perspectiva histórica. Todas essas características, e outras mais (sempre tem algo a mais quando se trata de Wander) surgem na medida em que a audição flui.

Nessa apresentação no Conexões Globais, dia 1 de abril no Vila Flores, ele se concentrará em novas canções, apontando os caminhos que sua criatividade deve seguir no futuro. Não se surpreendam, de qualquer modo, se grandes clássicos de sua carreira fizerem intromissões no repertório.

Foto: Eduardo Aigner

Igor Natusch
13 de março de 2016
Igor Natusch - 13 de março de 2016